Pão Diário

A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido. Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade. Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento. Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios. Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar. Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar. Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidade vividas. Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido. Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade. Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento. Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios. Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar. Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar. Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidade vividas. Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.
Ame ao seu próximo como a si mesmo!
A parábola do bom samaritano: Lucas 10:25 
"Um mestre da Lei se levantou e, querendo encontrar alguma prova contra Jesus, perguntou: 
Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna? Jesus respondeu: O que é que as Escrituras Sagradas dizem a respeito disso? E como é que você entende o que elas dizem? 
O homem respondeu: Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente E ame o seu próximo como você ama a você mesmo? 
A sua resposta está certa! disse Jesus Faça isso e você viverá! Porém o mestre da Lei, querendo se desculpar, perguntou: Mas quem é o meu próximo? 
Jesus respondeu assim: 
Um homem estava descendo de Jerusalém para Jericó No caminho alguns ladrões o assaltaram, tiraram a sua roupa, bateram nele e o deixaram quase morto. Acontece que um sacerdote estava descendo por aquele mesmo caminho Quando viu o homem, tratou de passar pelo outro lado da estrada Também um levita passou por ali Olhou e também foi embora pelo outro lado da estrada. Mas um samaritano que estava viajando por aquele caminho chegou até ali. Quando viu o homem, ficou com muita pena dele Então chegou perto dele, limpou os seus ferimentos com azeite e vinho e em seguida os enfaixou. Depois disso, o samaritano colocou-o no seu próprio animal e o levou para uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, entregou duas moedas de prata ao dono da pensão, dizendo: Tome conta dele Quando eu passar por aqui na volta, pagarei o que você gastar a mais com ele. 
Então Jesus perguntou ao mestre da Lei: 
Na sua opinião, qual desses três foi o próximo do homem assaltado? 
Aquele que o socorreu! respondeu o mestre da Lei E Jesus disse: Pois vá e faça a mesma coisa" 
Existem três pontos nessa ilustração que são a chave do entendimento da mesma, que são: 
1 A pergunta do mestre da lei: "Quem é o meu próximo?" 
2 A pergunta do Senhor Jesus: "Qual dos três foi o próximo do homem assaltado?" 
3 A resposta do mestre da Lei: "Aquele que o socorreu" 
Da mesma forma, quando servimos alguém nós nos tornamos o próximo dessa pessoa. Dessa maneira, qual a dificuldade que alguém terá para amar o seu próximo? 
Qual a dificuldade que você teria em amar alguém quem te ajudou, que se importou com você? 
Viu como é fácil obedecer aos mandamentos de Deus? 
Olhando as coisas por essa ótica torne-se amável, torne-se o próximo de alguém e ajude-o a cumprir o mandamento de Deus. Veja como essa palavra dá um golpe mortal na ingratidão. Considerando que nosso Senhor nos manda amar até mesmo os inimigos, como então se torna forte o mandamento para amar os amigos, aqueles que nos socorrem, tais como o pai, a mãe, o patrão, o pastor, o professor, o policial, o lixeiro, o rapaz da companhia de água, de luz, de telefone, o repórter que se dispõe a me dar notícias, enfim, todos aqueles que de alguma forma nos servem e fazem com que nós sejamos quem somos. 
Contudo, não fique esperando que alguém ame você. Torne-se amável e ame, ame ao seu próximo como a ti mesmo.
Humildade é o nosso dever
Romanos 12:16,
“Sede unânimes entre vós;” – não é o ecumenismo que está sendo ensinado neste versículo. O que está sendo ensinado é aquela atitude demonstrada por Jesus e os demais santos bíblicos. Jesus mesmo disse: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mateus 7:12). A mesma verdade aprendemos com Tiago quando disse: “Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis” (Tiago 2:8). Perante os olhos de Deus todos somos igualmente pecadores, e todos precisam se arrepender de seus pecados crendo pela fé em Cristo.
Em vista disso a Bíblia diz: “…não ambicioneis coisas altas…” Romanos 12:7. Ainda em Gálatas 6:2 Paulo diz: “Levai as cargas uns dos outros …” Em Tiago 1:27 podemos ler: “Visitar os órfãos e as viúvas na suas tribulações …”. Aprendemos então que não devemos ter pretensões superiores sobre os nossos semelhantes.
Podemos notar registrado em Mateus as preciosas lições de humildade ensinadas por Jesus aos seus discípulos: “Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mateus 20:25-28).
“…mas acomodai-vos às humildes…” (Romanos 12:16). Também devemos gostar da companhia dos pobres e dos que são despojados de quaisquer qualificações, Tiago 2:1-5. Em Provérbios. 3:7 podemos observar o sábio conselho de Salomão: “Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal”.
Humildade É A Obra de Deus
Em II Cor. 7:6 diz: “Mas Deus, que consola os abatidos…” Os cristãos que têm tribulações, pobreza e sentimentos de fraqueza, sem dúvida alguma usufrui da companhia do poderoso Consolador, o próprio Deus.
O sábio tem a sua sabedoria para lhe consolar. O forte tem a sua força para lhe consolar. O rico tem a sua riqueza para lhe consolar. Porém, os fracos podem conhecer a beneficência, juízo e justiça do próprio Deus. Este é o consolo que o abatido pode gloriar-se (Jer. 9:23,24). Porém, não se glorie de sua pobreza, mas em Deus. A pobreza pode ser um fator convincente da sua necessidade de Deus, mas a glória deve ser dada a Deus.
Em Tiago 4:6 e em I Pedro 5:5 lemos: “Deus dá graça aoshumildes” . Deus ampara os desamparados e os humildes.Os que se julgam auto-suficiente, não precisam de amparo. Deus dá ajuda em tempo oportuno aos humildes. Os que se julgam poderosos, não precisam de graça. A graça de Deus sempre está ao lado dos espiritualmente fracos e necessitados. Veja o que Jesus disse a respeito disso em Marcos 2:17 e também em Lucas 5:32 Aos que se julgam perfeitos não precisam de misericórdia. Jesus Cristo está pronto para salvar todos aqueles que estão conscientes de sua falência espiritual. Veja esta grande verdade em Hebreus 4:15,16. Quando o pecador chega a conclusão da sua precária condição espiritual diante de Deus, então só resta chegar ao trono da graça para obter a misericórdia divina. Reconhecer a sua necessidade espiritual é dadiva de Deus.
É aconselhável que os humildes conheçam a importância desta ajuda: não há virtude na qualidade de ser pobre e fraco. Essas condições porém revelam a necessidade da ajuda divina. Certamente que a ajuda divina vem quando o pecador em qualquer circunstância chega ao trono da graça. Diante do trono da graça os humildes e miseráveis, espiritualmente falando, devem lançar sobre Ele as suas ansiedades (I Pedro 5:7-9); aproveitar dos sábios conselhos da Palavra de Deus (Sal. 19:9-11); ser mais obediente à Palavra do Senhor com determinação e fé (Fil. 4:6-9). Essa é a ajuda que todos recebem de Deus quando O procuram.
Nosso relacionamento com Cristo é uma questão de vida ou morte. O homem que conhece a Bíblia sabe que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores e que os homens são salvos apenas por Ele, sem qualquer influência por parte de quaisquer obras praticadas.
"O que devo fazer para ser salvo?", devemos aprender a resposta correta. Falhar neste ponto não envolve apenas arriscar nossas almas, mas garantir a saída eterna da face de Deus.
Os cristãos "evangelicais" fornecem três respostas a esta pergunta ansiosa: "Creia no Senhor Jesus Cristo", "Receba Cristo como seu Salvador pessoal" e "Aceite Cristo". Duas delas são extraídas quase literalmente das Escrituras (At 16:31; João 1:12), enquanto a terceira é uma espécie de paráfrase, resumindo as outras duas. Não se trata então de três, mas de uma só.
Por sermos espiritualmente preguiçosos, tendemos a gravitar na direção mais fácil a fim de esclarecer nossas questões religiosas, tanto para nós mesmos como para outros; assim sendo, a fórmula "Aceite Cristo" tornou-se uma panacéia de aplicação universal, e acredito que tem sido fatal para muitos. Embora um penitente ocasional responsável possa encontrar nela toda a instrução que precisa para ter um contato vivo com Cristo, temo que muitos façam uso dela como um atalho para a Terra Prometida, apenas para descobrir que ela os levou em vez disso a "uma terra de escuridão, tão negra quanto as próprias trevas; e da sombra da morte, sem qualquer ordem, e onde a luz é como a treva".
A dificuldade está em que a atitude "Aceite Cristo" está provavelmente errada. Ela mostra Cristo suplicando a nós, em lugar de nós a Ele. Ela faz com que Ele fique de pé, com o chapéu na mão, aguardando o nosso veredicto a respeito dEle, em vez de nos ajoelharmos com os corações contritos esperando que Ele nos julgue. Ela pode até permitir que aceitemos Cristo mediante um impulso mental ou emocional, sem qualquer dor, sem prejuízo de nosso ego e nenhuma inconveniência ao nosso estilo de vida normal.
Para esta maneira ineficaz de tratar de um assunto vital, podemos imaginar alguns paralelos; como se, por exemplo, Israel tivesse "aceito" no Egito o sangue da Páscoa, mas continuasse vivendo em cativeiro, ou o filho pródigo "aceitasse" o perdão do pai e continuasse entre os porcos no país distante. Não fica claro que se aceitar Cristo deve significar algo? É preciso que haja uma ação moral em harmonia com essa atitude!
Ao permitir que a expressão "Aceite Cristo" represente um esforço sincero para dizer em poucas palavras o que não poderia ser dito tão bem de outra forma, vejamos então o que queremos ou devemos indicar ao fazer uso dessa frase.
"Aceitar Cristo" é dar ensejo a uma ligeira ligação com a Pessoa de nosso Senhor Jesus, absolutamente única na experiência humana. Essa ligação é intelectual, volitiva e emocional. O crente acha-se intelectualmente convencido de que Jesus é tanto Senhor como Cristo; ele decidiu segui-lo a qualquer custo e seu coração logo está gozando da singular doçura de Sua companhia.
Esta ligação é total, no sentido de que aceita alegremente Cristo por tudo que Ele é.
Não existe qualquer divisão covarde de posições, reconhecendo-o como Salvador hoje, e aguardando até amanhã para decidir quanto à Sua soberania.
O verdadeiro crente confessa Cristo como o seu Tudo em todos sem reservas. Ele inclui tudo de si mesmo, sem que qualquer parte de seu ser fique insensível diante da transação revolucionária.
Além disso, sua ligação com Cristo é toda-exclusiva. O Senhor torna-se para ele a atração única e exclusiva para sempre, e não apenas um entre vários interesses rivais. Ele segue a órbita de Cristo como a Terra a do Sol, mantido em servidão pelo magnetismo do Seu afeto, extraindo dEle toda a sua vida, luz e calor. Nesta feliz condição são-lhe concedidos novos interesses, mas todos eles determinados pela sua relação com o Senhor.
O fato de aceitarmos Cristo desta maneira todo-inclusiva e todo-exclusiva é um imperativo divino. A fé salta para Deus neste ponto mediante a Pessoa e a obra de Cristo, mas jamais separa a obra da Pessoa. Ele crê no Senhor Jesus Cristo, o Cristo abrangente, sem modificação ou reserva, e recebe e goza assim tudo o que Ele fez na Sua obra de redenção, tudo o que está fazendo agora no céu a favor dos seus, e tudo o que opera neles e através deles.
Aceitar Cristo é conhecer o significado das palavras: "pois, segundo ele é, nós somos neste mundo" (1 João 4:17). Nós aceitamos os amigos dEle como nossos, Seus inimigos como inimigos nossos, Sua cruz como a nossa cruz, Sua vida como a nossa vida e Seu futuro como o nosso.
Se é isto que queremos dizer quando aconselhamos alguém a aceitar a Cristo, será melhor explicar isso a ele, pois é possível que se envolva em profundas dificuldades espirituais caso não explanarmos o assunto.

Autor: A. W. Tozer

Salmo !

A felicidade dos justos e o castigo dos ímpios

1  BEM-AVENTURADO o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
2  Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
3  Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.
4  Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
5  Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
6  Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.
Um dia, por algum motivo, que uns chamam de coincidência do destino, mas prefiro chamar de providência divina, Deus une um casal. Chama um homem e uma mulher para constituírem uma família. E Ele, na sua imensa sabedoria diz assim: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2:24). Ambos, até então, viviam para o seu próprio umbigo. Mas agora, nessa nova empreitada, vivem um para satisfazer o outro. No começo, tudo são flores, gozo e alegria. Mas com o passar dos dias, meses e anos, aquilo que era engraçado ou bonitinho começa a incomodar. Mas, por quê? Será que a escolha do cônjuge foi feita de forma errada? Será que Deus não escolheu a pessoa certa? Será? Será? Será?
O homem foi chamado para amar a sua esposa: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5:25). Deus não disse para o homem entender a mulher, nem para fazer o que ela manda. Deus mandou ao homem que amasse a esposa como Cristo amou a Igreja. Ele mandou ao homem exercer primeiro na sua casa e com sua esposa o amor ao próximo, mesmo que existam brigas e desavenças, mesmo em meio às diferenças e dificuldades. Você marido tem amado a sua esposa da forma como Deus mandou que você amasse? Ele simplesmente mandou que você amasse. Se você planta amor, você vai colher amor!
E o que cabe à esposa? A Palavra de Deus diz que: “Toda mulher sábia edifica [levantar (uma construção) a partir do solo, segundo um plano estabelecido e por meio da superposição e combinação de materiais apropriados] a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos” (Pv 14:1). As mulheres sabem que, com jeitinho, conseguem tudo de seus maridos. E, é por isso, que Deus disse em sua Palavra que se ela for sábia, ela edificará a sua casa. Perceba, mulher, quão grande é a sua responsabilidade! Mas se você for tola e rixosa, a ruína será o futuro do seu lar, tão sonhado e desejado por você. E você mulher, tem pedido a Deus sabedoria para edificar o seu casamento? Você tem sido sábia ou tola? Você tem construído a sua casa, levantado tijolo após tijolo, ou você, por qualquer motivo, derruba uma parede, desfaz o alicerce ou até condena a sua construção? Deus te chamou para ser sábia. Você tem plantado com sabedoria?
A Palavra também nos diz que: “O marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo Ele próprio o Salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos” (Ef 5:23). De acordo com esse texto, Cristo precisa fazer parte da união que consolida o casamento. Ele é a cabeça que guia toda Igreja. Ele é a primeira pessoa dos nossos casamentos, ou deveria ser. Ele tem sido a primeira pessoa do seu casamento? É a Ele que você recorre quando vê que as tempestades da vida estão levando o seu casamento à deriva? É com Ele que você firmou o primeiro compromisso na vida de casado, de amar e respeitar seu cônjuge todos os dias em que você viver? Se foi com Ele que você firmou este primeiro compromisso, e em segundo lugar com seu cônjuge, você está no caminho certo.
Então, quer dizer que se eu for sábia, se meu marido me amar e se Jesus for a primeira pessoa do nosso casamento, será tudo perfeito? É claro que não. Existe mais uma questão: o príncipe deste mundo veio para “senão a roubar, a matar, e a destruir” (Jo 10:10). Você tem dado brechas para o Inimigo? Você tem lido a Palavra de Deus com o seu cônjuge? Vocês têm orado juntos? Você abençoa o seu lar com palavras de bênção? Vocês vão cultuar a Deus juntos na Igreja? Vocês tem levado Jesus para dentro do seu lar? Vocês têm sido exemplos para os seus filhos de um casamento bem sucedido? Vocês tem exercido o amor ao próximo dentro da sua casa, um com o outro? Vocês são cristãos dentro de casa? Vocês realmente são convertidos?
O primeiro lugar para exercemos o nosso cristianismo e o nosso chamado é dentro das nossas casas, o lugar mais difícil de ser cristão. Mas é lá que o inimigo vai tentar fazer sucumbir todos os projetos, sonhos e tudo que os anos de casamento bem sucedidos levantaram. É na nossa casa que ele vai querer implantar a discórdia, a desavença, o desinteresse um pelo outro, a falta de amor e carinho, a indisponibilidade em ajudar, a frieza no casamento e, por fim, separação do casal.
Viva o amor com o seu cônjuge como o amor ensinado por Paulo em I Co 13. Seja você marido, o pastor da sua esposa. Seja você esposa, a conselheira do seu marido. Busquem do Senhor o sustento para o seu casamento. Firmem a sua casa na Rocha que é Jesus Cristo. Seja um cristão de verdade, genuíno, dentro da sua casa. Comece lá a exercer o amor ao próximo. Cumpra primeiro lá o que Deus te ensina em toda a Sua Palavra. Ore com seu cônjuge. Ore pelo seu cônjuge. Andem em concordância. Sejam amigos e cúmplices para o bem, na direção da Palavra de Deus. Homem e mulher vivam a plenitude do casamento que Deus quer para vocês.
Daniela Louback Porto
Pregadores do Telhado
Os Verdugos da Alma
Perdão, escrita em Mateus 18:21-35, mas que pode ser analisada mais profundamente os versículos 27 a 35. Leia:Então o Senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas. Aqui, aprendemos que há um exemplo a ser seguido. Assim como Deus nos perdoa por infinitas vezes, devemos ter o mesmo amor pelos outros. Deus espera de nós atitudes imitadoras do que Jesus ensinou. Reproduzir o que o Espírito de Deus nos fala é essencial para vivermos plenamente a vontade do Pai. Quando Pedro questiona a Jesus sobre a quantidade de perdões liberados, ele tomou como base o praticado pelos escribas e fariseus, sendo 3 o número. Entendendo que a justiça dos fiéis deveria ser maior, julgou um número acima: 7. Mas a resposta de Jesus supera qualquer expectativa: 70 vezes 7. É um número simbólico, não devendo ser levado literalmente, pois assim como o Pai exerce infinitas misericórdias, devemos nos assemelhar a Ele em Sua bondade. E rejeitando esse ensinamento, levamos sobre nós as consequências desse pecado, pois peca contra Deus, contra a pessoa em questão (o seu próximo) e contra si mesmo, não reconhecendo que a mesma misericórdia presente em sua vida deve ser passada e praticada. A ausência de perdão pode atrair verdugos (atormentadores), sejam eles: Emocionais: amargura, desconfiança, retração emocional, irritabilidade, etc. Físicos: enfermidades (temos até o exemplo do salmista que sentia seus ossos envelhecerem, havendo gemidos e sem vigor por causa do pecado). Espirituais: a sua relação com Deus é impedida. Deus não aceita a sua oferta se houver indiferenças não resolvidas com seus irmãos em Cristo (Mateus 5:23-24), por exemplo. Resumindo, devemos sempre focar no Alvo que é Jesus Cristo! Se assemelhar a Ele, à sua conduta e seguir com ânimo e amor as Palavras de Vida Eterna!

Mensagem do Pr. Juanribe Pagliarin
APRESENTANDO ASAS DE SOCORRO

VERDADEIROS HERDEIROS DO SONHO DE SANTOS DUMONT

Pouco divulgado, o trabalho de missionários que usam aviões para levar saúde e Salvação à povos, que de outra maneira jamais seriam alcançados, faz com que cenas que dificilmente apagaríamos da mente - como as do 11 de setembro de 2002, ou da guerra do Iraque - sejam substituídas. Como é lindo ver o moderno avião Caravan Anfíbio estacionado em frente a uma humilde comunidade ribeirinha, enquanto médicos, dentistas, enfermeiros, voluntários e missionários atendem o povo, compartilhando também a Palavra de Deus.
Esta é a diferença, em vez de armas, alimentos e saúde; em vez de soldados, gente comprometida com Deus e com o próximo. Até onde sabemos, este era o sonho de Santos Dumont, ver seu invento usado em favor da paz e para o bem da humanidade. Há mais de 47 anos esta tem sido a missão de Asas de Socorro no Brasil e de outras organizações similares em outras partes do mundo.
Como Missão Evangélica, fundada no Brasil por uma Organização Missionária e Humanitária Internacional, chamada Mission Aviation Fellowship, dos Estados Unidos (E.U.A), tem como principal atividade dar apoio logístico, através da aviação e outros recursos tecnológicos, à programas de evangelização e/ou assistência social desenvolvidos em áreas remotas e de difícil acesso.
Seu corpo de colaboradores é formado por cristãos, que motivados pelo desejo de servir ao próximo, colocam a disposição do Senhor, suas vidas e profissões nas áreas de: aviação (pilotos e mecânicos), saúde, administração e apoio.
Possui uma estrutura de nível nacional, com Sede em Anápolis - GO e bases em outros estados da região norte, operando 10 aeronaves e uma rede de rádio - comunicação. Seu efetivo de 40 missionários e 20 funcionários, mobiliza anualmente centenas de profissionais de saúde em atendimento à mais de 17.500 pessoas nas regiões mais remotas do país. A maioria de suas atividades são desenvolvidas em parcerias com outras organizações religiosas e filantrópicas e/ou com órgãos do governo como: Prefeituras, Secretarias de Saúde, Fundação Nacional de Saúde (FNS), FUNAI e IBAMA.

Reconhecida como a 188º maior entidade beneficente do Brasil, no ano de 2001, Asas de Socorro se alegra em saber, que através dos aviões e dos dons que Deus presenteou a cada integrante, colabora para a busca e restauração da dignidade de muitos povos indígenas, ribeirinhos e sertanejos, que vivem isolados e destituídos do direito à cidadania.
Muitos líderes não entenderam o significado da encarnação e do sofrimento de Jesus. 
Pastores, evangelistas e líderes estão hoje na alça de mira da sociedade em geral e na comunidade da fé, seja em igrejas históricas reformadas, pentecostais ou neo pentecostais. Há muita crítica, muito escândalo, muito desgaste e muita falta de credibilidade – e tudo prejudica aqueles que estão à frente de comunidades cristãs ou instituições eclesiásticas. Temos visto algo triste, contundente e recorrente: a figura equivocada do pastor ou líder que exerce uma representatividade espiritual esvaziada e uma ação pastoral desvirtuada e desfocada, que machucaram e decepcionaram muitos. Esta é uma das razões do crescimento dos chamados desigrejados e do esvaziamento de suas comunidades. 
São pastores que, provavelmente, se perderam do caminho que deveriam trilhar em relação à vocação e ação pastoral. Deixaram de lado a nobre tarefa de cuidar e servir ao Senhor e seu rebanho com amor, paixão, dedicação e perseverança. São líderes que perderam o senso de sua vocação, da missão da Igreja e do discipulado; ou então, dirigentes eclesiásticos que foram impostos na comunidade da fé sem uma avaliação criteriosa de suas qualificações bíblicas para o exercício responsável da vocação. Por isso, é cada vez mais raro encontrar os que têm inegável vocação e dons reconhecidos para o trabalho pastoral. 
Muitos começam suas igrejas ou estruturas religiosas e logo se tornam proprietários do que fundaram, delegando funções de acordo com seus interesses e indicando seus auxiliares e futuros líderes na condução dos ajuntamentos. Para esses, a comunidade da fé e a igreja local são simplesmente público consumidor dos produtos oferecidos em nome da fé. Essa tragédia ganha contornos maiores quando se vê aqueles que vivem das benesses e recursos oriundos do ministério, explorando pessoas simples – os mesmos que aspiram obter vantagens político-partidárias em nome da chamada “representatividade evangélica”. A maioria dos que estão nas casas legislativas em nome dos evangélicos não têm noção de cidadania, não fazem política para o bem comum, não buscam a justiça, não pautam suas ações com responsabilidade civil pessoal e comunitária. Eles confundem o poder de Deus com o poder humano, corrompem-se em meio à degeneração geral e buscam o enriquecimento, negando-se a um testemunho corajoso pela verdade e transparência. 
São pastores e líderes que não vivem ou anunciam o Evangelho da graça de Deus em toda a sua extensão, o Evangelho que repercute em todas as áreas da vida, trazendo salvação pessoal e transformação comunitária. Um Evangelho que, através da pregação, da educação na fé e do cuidado pastoral, inevitavelmente teria repercussões práticas e proféticas perante o mundo. Infelizmente muitos destes líderes não entenderam a encarnação de Jesus, não perceberam o significado de seus sofrimentos e das dores que ele viveu por amor aos homens. Eles não parecem levar a sério a própria humanidade, ignorando a inclinação que têm de fazer aquilo que não agrada a Deus. Parecem desprovidos de amor ou temor ao Senhor, esquecendo-se de que certamente prestarão contas a ele um dia. Muitos parecem nem mesmo conhecê-lo através de uma experiência pessoal de arrependimento e consciência de pecado, justiça e juízo. 
Sem dúvida, é necessária a busca da recuperação da credibilidade da função pastoral e da recuperação das possibilidades da vocação. Uma ação que encoraje e estimule os discípulos do Senhor a manter sua integridade e compromisso responsável, trazendo esperança e ânimo a outros que os têm como referenciais a perseverarem na fé, na experiência comunitária e numa vida de serviço abnegado a Deus e ao próximo. 
Essa credibilidade será igualmente recuperada através de um testemunho coerente, verdadeiro, radical e perseverante em meio às limitações da humanidade de cada um; credibilidade que é conseqüência de quem não despreza o conhecimento e intimidade com o Pai no cultivo das disciplinas espirituais. Credibilidade que é conseguida numa vida de simplicidade e prática das bem-aventuranças recomendadas e ensinadas por Jesus. Credibilidade que é fruto de dependência da graça de Deus e da multidão de conselhos e amigos sinceros, que amam também ao Senhor. 
Felizmente, temos ainda bons referenciais de fé e ação pastoral espalhados pelo nosso amado Brasil. Portanto, que nossas orações sejam no sentido de que mais pastores e líderes sejam coerentes com o Evangelho e que, nas mais diversas realidades, seu bom testemunho traga muitos frutos para o Rei e para o Reino. A vocês que não se encaixam nestas barbarias, nem fazem parte deste rol.

QUAL É A VERDADE?

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."
João 8:32
A Santidade de Deus
"Porque eu sou o Senhor vosso Deus; portanto vós vos santificareis, e sereis santos..." Levítico 11:44
"... porquanto Deus é santo..." Josué 24:19
"Porquanto está escrito: sede santos, porque eu sou santo." I Pedro 1:16
"Então disseram os homens de Bete-Semes: Quem poderia subsistir perante este santo Senhor Deus ..." I Samuel 6:20
Conclusão: Deus, na Sua Santidade, é absolutamente separado de maldade moral e de pecado.
A Rebelião do Homem
"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente."
"E tomou Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden .."
... E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.
E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente: mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás, porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
"E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar o entendimento; tomou o seu fruto, e comeu, e deu também ao seu marido, e ele comeu com ela."
... O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden ...
"Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos que vivem em Filipos, graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo" (Fp 1: 1, 2)
Dirijo-me a todos os evangélicos leitores deste site, desejoso de que a saudação contida no texto acima encontre guarida nos seus corações. No entanto, é necessário que reflitamos no referido texto, crendo que nosso Senhor Jesus Cristo nos dará compreensão e a experiência da graça e da paz! 
Ora, Paulo, o real autor da carta aos filipenses, no momento que a escreveu estava preso e acorrentado a soldados especiais, que eram os da guarda pretoriana! Mas, apesar disso, vemo-lo cheio de contentamento, a ponto de desejar aos seus irmãos, que estavam livres ou fora da cadeia, o que ele e Timóteo experimentavam abundantemente - "graça e paz"! Ora, qual é o segredo de tal experiência?
1. Paulo e Timóteo eram conscientes do privilégio que é ser escravo de Cristo Jesus. Vejo isso pelo fato de eles terem se apresentado como "servos de Cristo Jesus". Ora, isso é da máxima importância, uma vez que eles dois se rendiam, não a homem algum, mas à vontade dAquele que, dos céus, domina sobre tudo (cf. Fp 2). Por essa razão, Paulo não considerava a sua prisão como proveniente de César, o imperador, pois disse: "as minhas cadeias em Cristo" (Fp 1:). Também, Paulo pode dizer que seu viver era Cristo (Fp 1: 21); sua fortaleza era Cristo (Fp 4: 13); sua alegria estava em Cristo (Fp 4: 10); e, seu morrer era lucro, por ser Cristo seu tudo! Oh! Que grande privilégio é servir a Cristo Jesus! E nisso está a abundante graça!
2. Como "servos de Cristo Jesus", quer presos quer soltos, Paulo e Timóteo alegremente serviam aos que seu Senhor conquistou para Si, a saber, "todos os santos em Cristo Jesus". Muito se poderia escrever sobre isso, mas uma das maiores provas da amorosa disposição de Paulo para servir a seus irmãos pode ser vista quando ele se encontrou num santo dilema. Ei-lo: Depois de ter afirmado: "Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro", e mais: "estar com Cristo [...] é incomparavelmente melhor", Paulo declarou cheio de amor: "Mas, por vossa causa. É mais necessário permanecer na carne. E, convencido disto, estou certo que ficarei e permanecerei com todos vós, para o vosso progresso e gozo da fé" (Fp 1: 21-26). Em outras palavras, mesmo esmagado pelos dois desejos, preferiu servir aos irmãos, deixando de querer o que seria incomparavelmente melhor, para ele. Afinal, seu amor por Cristo o levava a servir "os santos em Cristo Jesus", para que, disse ele: "aumente, quanto a mim, o motivo de vos gloriardes em Cristo Jesus, pela minha presença, de novo, convosco" (v. 26). E quanto a Timóteo, o que pode ser dito? Basta que tomemos as doces palavras de Paulo acerca de Timóteo, e isso será o bastante para demonstrar quanto ele servia a Cristo servindo os santos em Cristo Jesus: "Porque a ninguém tenho de igual sentimento que, sinceramente, cuide dos vossos interesses; pois todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus. E conheceis o seu caráter provado, pois serviu ao evangelho, junto comigo, como filho ao pai. Este, com efeito, é quem espero enviar, tão logo tenha eu visto a minha situação" (Fp 2: 20-23).
Oh! Quanta "graça" havia nesses dois servos de Cristo Jesus! E quanto eles, na medida em que serviam os santos em Cristo Jesus, gozavam "paz"!
3. Paulo e Timóteo criam ser também "santos em Cristo Jesus". Antes de ser  servos de Cristo Jesus, eles foram "chamados para [ser] santos" no sentido de "separados para dedicação ou devoção a Deus"; mas, sobretudo, foram feitos santos no maravilhoso aspecto da sua nova natureza. Daí, o uso que Paulo fez da expressão "em Cristo Jesus", para definir e qualificar o vocábulo "santos". Neles, pois, habitava o Espírito Santo, o regenerador e santificador do povo de Deus. O Espírito que fora enviado em nome do Pai e do Filho, a fim de glorificar o Filho. Por isso, Paulo e Timóteo criam que, sendo Jesus "santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus" (Hb 7: 26), e que tendo "oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados [...] aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados" (Hb 10: 12, 14). Por esta razão, Paulo e Timóteo, sendo "santos em Cristo Jesus", procuravam "ser achados em Cristo Jesus" para mais e mais "alcançar" o alvo para o qual foram conquistados por Cristo Jesus, a saber, a perfeição em Cristo Jesus. Em outras palavras, eles se esforçavam para experimentar o que disse o apóstolo Pedro: "antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (2Pe3: 18).
Espero que tenham percebido como "exagerei" no uso da expressão "Cristo Jesus". Por que o fiz? Porque devemos estar certos de que nossa maior necessidade é ter a Cristo Jesus como nosso tudo! E se quisermos ver esta atitude em Paulo, basta que observemos que ele usou o Nome do Senhor Jesus, nos dois versículos do nosso texto, três vezes!


Assim, caro leitor, se você já crê no glorioso evangelho de Deus, com respeito ao Seu Filho, Jesus Cristo, lembre duas coisas: Primeiro, a graça do Senhor Jesus lhe foi abundante, pelo que você nasceu de novo, tendo sido feito um dos "santos em Cristo Jesus". Segundo, lembre que é vital que a graça do Senhor Jesus continue operando para que os "santos em Cristo Jesus" vivam a vida cristã de modo a glorificar a Deus em Cristo Jesus. E é somente pela operação da graça de Deus em Cristo Jesus, que é Seu favor beneficiando os santos em Cristo Jesus, que eles servirão a Cristo Jesus, servirão aos demais no Senhor Jesus. E assim, "a Paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus"!

Projeto conecta tribos isoladas com o mundo

Iniciativa da ONG Survival International possibilita que indígenas gravem vídeos relatando agressões sofridas. Povos ianomâmi e guarani já estão participando do projeto.
O projeto "Tribal Voice", lançado neste domingo (09/08) por ocasião do Dia Internacional dos Povos Indígenas, permite que tribos isoladas e sem acesso à internet publiquem vídeos com relatos informando a situação na comunidade e eventuais agressões sofridas.
A iniciativa, desenvolvida pela ONG Survival International, já conta com a participação dos povos ianomâmi e guarani, que vivem no território brasileiro. Com o "Tribal Voice", o objetivo da organização, que desde 1969 representa os interesses dos povos indígenas, é possibilitar aos indígenas dar uma resposta a autoridades e corporações que estejam os negligenciando.
"Se garimpeiros ilegais invadirem nossas terras ou pessoas de fora tentarem nos matar, o mundo inteiro ficará sabendo", diz Mariazinha Yanomami, líder da comunidade amazônica, num vídeo publicado no site do projeto. "Agora podemos nos comunicar com pessoas que vivem bem longe de nós."
Em outro vídeo, Lide Guarani-Kaiowá, representante da comunidade de Puelito Kuê, em Mato Grosso do Sul, exige que a presidente Dilma oficialize o território da tribo. "Sabemos que o processo da demarcação já está na mesa da presidente. Se qualquer proprietário plantar em nosso território, vamos responder o mais rápido possível", afirma. Também há relatos de um membro de outra comunidade guarani que teve a casa incendiada por fazendeiros.
Um treinamento específico foi oferecido pela Survival International para que os indígenas pudessem utilizar as tecnologias. "As comunidades indígenas são como nós", afirma Stephen Corry, diretor da ONG. "Eles também se preocupam com a qualidade de vida e com o futuro dos seus filhos. Além disso, possuem um conhecimento riquíssimo e singular, que pode nos ensinar muito."
O projeto pode ser conferido no site do "Tribal Voice".
As violências contra os povos indígenas em nosso país são avassaladoras. A dor, as ameaças, as invasões, as torturas, as agressões cotidianas expressam as condições a que os povos indígenas continuam sendo submetidos. São a trágica consequência da política indigenista praticada pelo governo brasileiro. No ano de 2014 se repetiram, talvez com mais crueldade ainda, as violações aos direitos fundamentais das comunidades indígenas no Brasil. A ampliação, pelo governo brasileiro, do poder político dos ruralistas na decisão sobre as demarcações das terras acirrou a violência em todas as regiões do país. Parlamentares ligados aos setores que consideram a terra apenas como fonte de exploração e lucro promoveram audiências públicas para instigar a população a tomar posição contra os direitos dos povos indígenas inscritos na Constituição Federal. Os dados coletados e sistematizados neste relatório pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) evidenciam conflitos extremamente graves. Nas regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste, comunidades indígenas foram Jorge Valente A experiência da coletividade e a manutenção dos vínculos ancestrais, características dos povos indígenas, somente são possíveis em suas terras tradicionais, porque é nelas que podem construir um modelo de Bem Viver Conselho Indigenista Missionário - Cimi 11 atacadas a tiros, gerando pânico e causando entre as pessoas, incluindo crianças, jovens e idosos, uma tremenda angústia e medo de morrer. Pistoleiros atacaram, em Mato Grosso do Sul, a comunidade de Pyelito Kue e, na Bahia, a comunidade Tupinambá. No Rio Grande do Sul, uma população enraivecida do município de Erval Grande expulsou indígenas acampados nas margens de uma rodovia estadual. Com apoio da polícia militar e sem ordem judicial, centenas de moradores foram ao acampamento dos Kaingang e obrigaram os indígenas a embarcar num ônibus que os transportou para a cidade de Passo Fundo, a mais de 130 km de distância. Jogaram seus parcos pertences sobre a carroceria de um caminhão e os despejaram em frente à sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) de Passo Fundo. As polícias Federal e Militar, alegando promover investigações ou cumprir mandados de reintegração de posse, chegaram diversas vezes a praticar violências em terras indígenas e extrapolaram suas funções e atribui- ções legais. Nesse sentido, são emblemáticas as prisões ilegais e torturas praticadas na área do povo Tubinambá, na Bahia. No Rio Grande do Sul, a Polícia Federal adentrou a área Kandóia e, sob o pretexto de cumprir ordem judicial de busca e apreensão, invadiu os barracos dos indígenas. Mantidos em uma pequena igreja, foram obrigados a fornecer saliva, supostamente para a realização de exames genéticos. Os dados que apresentamos neste Relatório mostram um aumento alarmante de assassinatos. Em 2014 ocorreram 138 casos de homicídio. Alguns deles resultaram de conflitos internos, em função da disseminação de bebidas alcoólicas nas áreas indígenas. Outros foram consequência da situação de confinamento populacional, especialmente nas minúsculas reservas em Mato Grosso do Sul. Outros, ainda, resultaram de conflitos fundiários ou de conflitos com madeireiros que invadiram terras indígenas já demarcadas. Intolerância, ganância e preconceito continuam motivando as agressões aos direitos indígenas. A omissão ou negligência do governo acentua a gravidade das ocorrências. Apesar de parâmetros constitucionais favoráveis aos povos originários, os indígenas são condenados a conviver com a violência cotidiana e continuam vítimas de ações dos setores e grupos econômicos que, impunemente, se opõem à Carta Magna do Brasil e planejam sua desregulamentação. O clamor dos povos indígenas eleva-se hoje em variados movimentos de resistência e em mobilizações que expressam, por um lado, a tensão e aflição que os atemorizam, mas, por outro lado, a esperança, sempre de novo nutrida, num futuro humano, justo e pacífico. A demarcação das terras indígenas não é um favor que os índios mendigam do governo. É a Constituição Federal que o obriga a demarcá-las, defendê-las e fiscalizá-las. Só assim cessarão as invasões e a depredação, estopim da maioria dos conflitos e mortes. Como o homem assaltado e deixado semimorto à beira da estrada entre Jerusalém e Jericó, os povos indí- genas no Brasil encontram-se hoje feridos entre o Chuí e o Oiapoque, esperando por quem se compadeça deles e venha em seu socorro. Qual é a nossa atitude? Passamos ao largo, fingindo que não os vemos? Ou nos tornamos próximos de quem precisa de nosso apoio e de nossa ajuda? Mera compaixão não basta. Os sentimentos de dó e piedade têm que traduzir-se em ações concretas de misericórdia. “Qual dos três, em tua opinião, tornou-se próximo do que caiu nas mãos dos assaltantes?” perguntou Jesus ao mestre da lei e este responde: “Aquele que usou de misericórdia para com ele.” E Jesus ordena: “Vai e faze tu o mesmo” (cf. Lc 10,25-37). A misericórdia, porém, está indissoluvelmente ligada à justiça, ao respeito e à solidariedade. Altamira, 3 de abril de 2015
A ALIANÇA DA GRAÇA

Pode o conhecimento da Lei  causar-nos   danos  psíquicos,   e produzir culpa e um  sentimento  de   condenação  prejudicial para toda a vida?  Penso que sim, se tudo que ouvíssemos fosse a Lei, e  jamais ouvíssemos falar de Jesus Cristo, o cumprimento dela.     E importante lembrar que, desde que o pecado entrou no mundo através de Adão e Eva, existe  a  promessa  do  descendente aquele que viria esmagar a cabeça de  Satanás  e  livrar  os homens do pecado.   Antes  da  Lei,   a  Aliança  Abrâmica  já prometia um Salvador - o Senhor Jesus Cristo.    Assim, ao transmitirmos aos homens os  requisitos  santos   e justos da Lei, devemos sempre falar sobre o meio de fuga,   a graça de Deus que pertence a todo homem  mediante  a  fé  no Senhor Jesus Cristo. Examinemos pela ultima vez a Lei antes de passarmos  a  Nova Aliança. A Lei, como já vimos,   serviu  a  dois  propósitos: revelar e restringir o pecado do homem. Vendo  claramente  o seu pecado, enxergaria   a  necessidade  de  um  Salvador.  A restrição ao pecado serviu para manter os judeus - e  nos  - livres da contaminação dos vícios do ofendo. Fechados em suas restrições, os homens estavam livres de problemas. Foi esta a razão de eu tê-lo feito andar pelas ruas da morte deste mundo, sentir o  seu  cheiro  fétido  e  ver  os  seus resultados. Queria que ficasse  convencido  da  validade  da Lei, para que a ensinasse a seus filhos  e  os  livrasse  da contaminação do mundo. Quero que saiba disso, para  que  não seja "presa sua, por meio de   filosofias  e  vãs  sutilezas, segundo a tradição dos  homens,   segundo  os  rudimentos  do mundo" (Colossenses 2.8). Quero que veja a lei de  modo  que vá ao mundo pregar todo o conselho de Deus,   que   inclui  as três alianças. Não deixe a Lei de fora!

APOSTASIA
(η αποστασια, he apostasía, “um desvio de”): ou seja, uma queda, uma retirada, uma deserção. Não encontrado nas versões da Bíblia em Inglês, mas utilizado duas vezes no Novo Testamento, no grego original, para exprimir o abandono da fé. Paulo foi falsamente acusado de ensinar os judeus uma apostasia contra Moisés (Atos 21:21), ele previu a grande apostasia do cristianismo, anunciada por Jesus (Mateus 24:10-12), o que precederia o “dia do Senhor” (2 Tessalonicenses 2:2) . Apostasia, não no nome, mas na verdade, possui uma reprovarão mordaz na epístola de Judas, por exemplo, a apostasia dos anjos (Judas 1:6). Anunciada, com advertências, como certeza de que abundam nos últimos dias (1 Timóteo 4:1-3; 2 Tessalonicenses 2: 3; 2 Pedro 3:17). Causas da: perseguição (Mateus 24:9, 10); falsos professores (Mateus 24:11); tentação (Lucas 8:13); secularismo mundano (2Timóteo 4:4); defeituoso conhecimento de Cristo (1 João 2:19); colapso moral (Hebreus 6:4-6); abandono da adoração e vida espiritual (Hebreus 10:25-31); incredulidade (Hebreus 3:12). Exemplos Bíblicos: Saul (1 Samuel 15:11); Amazias (2Crônicas 25:14, 27); muitos discípulos (João 6:66); Himeneus e Alexandre (1 Timóteo 1:19, 1Timóteo 1:20); Demas (2 Timóteo 4:10). Para mais ver ilustrações nesse caso Deuteronômio 13: 13; Zacarias 1 :4-6; Gálatas 5: 4; 2 Pedro 2: 20, 21.

“Abandono de Yahweh” era a característica do retorno ao pecado do povo eleito, sobretudo no seu contacto com as idólatras nações. É constituído seu supremo perigo nacional. A tendência apareceu em seus primeiros dias na história, como visto em abundância de avisos e proibições das leis de Moisés (Êxodo 20:3, 4, 23; 6:14; Deuteronômio 11:16). As consequências da temerosa apostasia religiosa e moral aparecem nas maldições pronunciadas contra este pecado, no monte Ebal, pelos representantes de seis das tribos de Israel, eleitos por Moisés (Deuteronômio 27:13-26; 28:15-68). Então exausto estava o coração de Israel, mesmo nos anos imediatamente seguintes à emancipação nacional, no deserto, que Josué achou necessário voltar a promessa de toda a nação para um novo voto de fidelidade a Yahweh e à sua aliança original antes de serem autorizados a entrar na Terra Prometida (Josué 24:1-28). Infidelidade a este pacto eliminaria as perspectivas da nação do crescimento durante a época dos juízes (Juízes 2:11-15; 10:6, 10:10, 10:13; 1 Samuel 12:10). Foi a causa prolífica e cada vez mais má, cívica e moral, desde os dias de Salomão até o cativeiro Assírio e Babilônico. Muitos dos reis do reino apostada dividido, levando as pessoas, como no caso de Roboão, para as formas asquerosas de idolatria e imoralidade (1 Reis 14 :22-24; 2 Crônicas 12:1).

Conspícuos exemplos de tais apostasias régias são de Jeroboão (1 Reis 12:28-32); Acabe (1 Reis 16:30-33); Acazias (1 Reis 22:51-53); Jeorão (2 Crônicas 21:6, 10, 21:12-15); Acaz (2 Crônicas 28:1-4); Manassés (2 Crônicas 33:1-9); Amom (2 Crônicas 33:22). Ver IDOLATRIA. A profecia surgiu como um imperativo Divino para protestar contras com esta tendência histórica de deserção da religião de Yahweh.

No grego clássico, apostasia significava revolta de um comandante militar. Na Igreja Católica Romana, denota abandono das ordens religiosas; renúncia da autoridade eclesiástica; defecção da fé. As perseguições dos primeiros séculos cristãos obrigaram muitos a negar o discipulado cristão para manifestar a sua apostasia, oferecendo incenso a uma divindade pagã e blasfemar o nome de Cristo. O imperador Juliano, que provavelmente nunca abraçou verdadeiramente a fé cristã, é conhecido na história como “o apóstata”, tendo renunciado cristianismo pelo paganismo logo após a sua adesão ao trono.

Um apóstata da defecção da fé pode ser intelectual, como no caso de Ernst Haeckel, que, devido à sua filosofia materialista, publica e formalmente renunciou o Cristianismo e a Igreja, ou ele pode ser moral e espiritual, como aconteceu com Judas, que, pela imunda ganância traiu seu Senhor. Ver artigos exaustivos sobre a “apostasia”, na Enciclopédia Judaica.


Fonte: International Standard Bible Encyclopedia
Cada crente deve ser agradecido a Deus. A salvação é pela graça, tanto no planejar quanto no executar. Deus que fez o plano, também o executa. E tudo é pela graça, o favor imerecido de Deus. Deus é o arquiteto e também o construtor da casa feita de pedras vivas. Cristo disse: "Eu edificarei a minha igreja". Se pudermos mudar a figura de linguagem; Deus prepara a mesa e nos dá o apetite para dela comermos do pão da vida. O Espírito Santo enche a casa do Pai convidando-os a entrar. Esta coerção não é externa, de modo a não interferir no livre arbítrio do homem, mas uma compulsão interna pela qual o pecador se torna disposto. E esta prontidão é resultado da convicção dos seus pecados pelo Espírito Santo, e uma revelação de Cristo, no pecador, como Senhor e Salvador. Em outras palavras os homens crêem pela graça. Quando Apolo chegou a Acaia, trazendo cartas de recomendação aos apóstolos, diz-se que "aproveitou muito aos que pela graça criam". Atos 18:27.
Um homem, certa vez, referiu-se a si mesmo como tendo sido feito por si próprio. Um ouvinte comentou: "É bom que confesse tal fato. A maioria acusaria sua a má sorte, ou a sua esposa, ou mesmo o criador". É fácil e natural, o homem louvar-se a si mesmo. Mas todo crente é produto da graça. Paulo, como crente, alegrava-se em dizer: "Mas pela graça de Deus sou o que sou". 1 Coríntios 15:10. Numa obra de graça, o Espírito Santo, pelo poder de convicção das Escrituras, dá ao pecador uma visão de si mesmo, e em seguida, livra o pecador da frustração resultante, ao lhe dar uma visão de Cristo, através da luz do evangelho. Um velho Puritano certa vez clamou: "Ó, onde estaria eu, se não tivesse olhado para Cristo?"

Jerônimo Savonarola

Precursor da Grande Reforma

(1452-1498)

O povo de toda a Itália afluía, em número sempre cres­cente, a Florença. A famosa Duomo não mais comportava as enormes multidões. O pregador, Jerônimo Savonarola, abrasado com o fogo do Espírito Santo e sentindo a imi­nência do julgamento de Deus, trovejava contra o vício, o crime e a corrupção desenfreada na própria igreja. O povo abandonou a leitura das publicações torpes e mundanas, para ler os sermões do ardente pregador: deixou os cânticos das ruas, para cantar os hinos de Deus. Em Florença, as crianças fizeram procissões, coletando as máscaras carna­valescas, os livros obscenos e todos os objetos supérfluos que serviam à vaidade. Com isso formaram em praça pública uma pirâmide de vinte metros de altura e atea­ram-lhe fogo. Enquanto o monte ardia, o povo cantava hi­nos e os sinos da cidade dobravam em sinal de vitória.
Se o ambiente político fosse o mesmo que depois veio a ser na Alemanha, o intrépido e devoto Jerônimo Savonaro­la teria sido o instrumento usado para iniciar a Grande Reforma, em vez de Martinho Lutero. Apesar de tudo, Savonarola tornou-se um dos ousados e fiéis arautos para con­duzir o povo à fonte pura e às verdades apostólicas regis­tradas nas Sagradas Escrituras.
Jerônimo era o terceiro dos sete filhos da família. Nas­ceu de pais cultos e mundanos, mas de grande influência. Seu avô paterno era um famoso médico na corte do duque de Ferrara e os pais de Jerônimo planejavam que o filho ocupasse o lugar do avô. No colégio, era aluno esmerado. Mas os estudos da filosofia de Platão e de Aristóteles, dei­xaram-lhe a alma sequiosa. Foram, sem dúvida, os escritos de Tomaz de Aquino que mais o influenciaram (a não ser as próprias Escrituras) a entregar inteiramente o coração e a vida a Deus. Quando ainda menino, tinha o costume de orar e, ao crescer, o seu ardor em orar e jejuar aumentou. Passava horas seguidas em oração. A decadência da igreja, cheia de toda a qualidade de vício e pecado, o luxo e a os­tentação dos ricos em contraste com a profunda pobreza dos pobres, magoavam-lhe o coração. Passava muito tem­po sozinho, nos campos e à beira do rio Pó, em contempla­ção perante Deus, ora cantando, ora chorando, conforme os sentimentos que lhe ardiam no peito. Quando ainda jo­vem, Deus começou a falar-lhe em visões. A oração era a sua grande consolação; os degraus do altar, onde se prostrava horas a fio, ficavam repetidamente molhados de suas lágrimas.
Houve um tempo em que Jerônimo começou a namorar certa moça florentina. Mas quando ela mostrou ser despre­zo alguém da sua orgulhosa família Strozzi, unir-se a al­guém da família de Savonarola, Jerônimo abandonou para sempre a idéia de casar-se. Voltou a orar com crescente ar­dor. Enojado do mundo, desapontado acerca dos seus pró­prios anelos, sem achar uma pessoa compassiva a quem pudesse pedir conselhos, e cansado de presenciar injusti­ças e perversidades que o cercavam, coisas que não podia remediar, resolveu abraçar a vida monástica.
Ao apresentar-se no convento, não pediu o privilégio de se tornar monge, mas rogou que o aceitassem para fazer os serviços mais vis, da cozinha, da horta e do mosteiro.Na vida do claustro, Savonarola passava ainda mais tempo em oração, jejum e contemplação perante Deus. Sobrepujava todos os outros monges em humildade, since­ridade e obediência, sendo apontado para lecionar filoso­fia, posição que ocupou até sair do convento.
Depois de passar sete anos no mosteiro de Bolongna, frei (irmão) Jerônimo foi para o convento de São Marcos, em Florença. Grande foi o seu desapontamento ao ver que o povo florentino era tão depravado como o dos demais lu­gares. (Até então ainda não reconhecia que somente a fé em Deus salva o pecador.)
Ao completar um ano no convento de São Marcos, foi apontado instrutor dos noviciados e, por fim, designado pregador do mosteiro. Apesar de ter ao seu dispor uma ex­celente biblioteca, Savonarola utilizava-se mais e mais da Bíblia como seu livro de instrução.
Sentia cada vez mais o terror e a vingança do Dia do Senhor que se aproxima e, às vezes, entregava-se a trovejar do púlpito contra a impiedade do povo. Eram tão poucos os que assistiam às suas pregações, que Savonarola resol­veu dedicar-se inteiramente à instrução dos noviciados. Contudo, como Moisés, não podia escapar à chamada de Deus!
Certo dia, ao dirigir-se a uma feira, viu, repentinamen­te, em visão, os céus abertos e passando perante seus olhos todas as calamidades que sobrevirão à igreja. Então lhe pareceu ouvir uma voz do Céu ordenando-lhe anunciar es­tas coisas ao povo.
Convicto de que a visão era do Senhor, começou nova­mente a pregar com voz de trovão. Sob a nova unção do Espírito Santo a sua condenação ao pecado era feita com tanto ímpeto, que muitos dos ouvintes depois andavam atordoados sem falar, nas ruas. Era coisa comum, durante seus sermões, homens e mulheres de todas as idades e de todas as classes romperem em veemente choro.
O ardor de Savonarola na oração aumentava dia após dia e sua fé crescia na mesma proporção. Freqüentemente, ao orar, caía em êxtase. Certa vez, enquanto sentado no púlpito, sobreveio-lhe uma visão, durante a qual ficou imóvel por cinco horas, quando o seu rosto brilhava, e os ouvintes na igreja o contemplavam.
Em toda a parte onde Savonarola pregava, seus ser­mões contra o pecado produziam profundo terror. Os ho­mens mais cultos começaram então a assistir às pregações em Florença; foi necessário realizar as reuniões na Duomo, famosa catedral, onde continuou a pregar durante oito anos. O povo se levantava à meia-noite e esperava na rua até a hora de abrir a catedral.
O corrupto regente de Florença, Lorenzo Medici, expe­rimentou todas as formas: a bajulação, as peitas, as amea­ças, e os rogos, para induzir Savonarola a desistir de pregar contra o pecado, e especialmente contra a perversidade do regente. Por fim, vendo que tudo era debalde, contratou o famoso pregador, Frei Mariano, para pregar contra Savo­narola. Frei Mariano pregou um sermão, mas o povo não prestou atenção à sua eloqüência e astúcia, e ele não ousou mais pregar.
Nessa altura, Savonarola profetizou que Lorenzo, o Papa e o rei de Nápoles morreriam dentro de um ano, e as­sim sucedeu.
Depois da morte de Lorenzo, Carlos VIII, da França, invadiu a Itália e a influência de Savonarola aumentou ainda mais. O povo abandonou a literatura torpe e munda­na para ler os sermões do famoso pregador. Os ricos socor­riam os pobres em vez de oprimi-los. Foi neste tempo que o povo fez a grande fogueira, na "piazza" de Florença e quei­mou grande quantidade de artigos usados para alimentar vícios e vaidade. Não cabia mais, na grande Duomo, o seu imenso auditório.
Contudo, o sucesso de Savonarola foi muito curto. O pregador foi ameaçado, excomungado e, por fim, no ano de 1498, por ordem do Papa, foi queimado em praça pública. Com as palavras: "O Senhor sofreu tanto por mim!", ter­minou a vida terrestre de um dos maiores e mais dedicados mártires de todos os tempos.

Apesar de ele continuar até a morte a sustentar muitos dos erros da Igreja Romana, ensinava que todos os que são realmente crentes estão na verdadeira Igreja. Alimentava continuamente a alma com a Palavra de Deus. As margens das páginas da sua Bíblia estão cheias de notas escritas en­quanto meditava nas Escrituras. Conhecia uma grande parte da Bíblia de cor e podia abrir o livro instantanea­mente e achar qualquer texto. Passava noites inteiras em oração e foram-lhe dadas revelações quando em êxtase, ou por visões. Seus livros sobre "A Humildade", "A Oração", "O Amor", etc., continuam a exercer grande influência sobre os homens. Destruíram o corpo desse precursor da Grande Reforma, mas não puderam apagar as verdades que Deus, por seu intermédio, gravou no coração do povo.
Orlando S. Boyer
Prezado Ministro:

Acordei esta manhã com notícias de toda parte sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal acerca de casamento para pessoas do mesmo sexo. Já li muitas respostas variadas de diferentes partes do país. Pensei em você e na influência que você tem como líder no nosso movimento e na sua comunidade.
Um de nossos pastores escreveu: "Nosso foco deve ser nos relacionar com uma cultura que sempre muda aonde somos chamados, com graça e sem medo para sermos sal e luz, e ao mesmo tempo sermos fieis às convicções bíblicas fundamentais.”Outro compartilhou estas palavras: “Nós devemos dizer o que Jesus revelou, e falar como Ele - com misericórdia e num convite a uma nova vida.”
A decisão do Supremo Tribunal Federal deixou alguns com raiva, outros com desilusão, alguns alegres, e outros frustrados, mesmo dentro do próprio tribunal. Alguns estão confusos sobre quais as considerações jurídicas  para pastores e suas igrejas. Ainda outros crêem que este é um despertar para a igreja para ministrar com compaixão e clareza.
O amor sem a verdade é irresponsável, mas a verdade sem o amor é insensível.
 Se você for questionado sobre a posição da Igreja Quadrangular, ou se alguém lhe pedir para celebrar um casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, a seguinte declaração é oficial da Igreja Quadrangular, e  aprovada pelo Conselho Nacional da Igreja Internacional Quadrangular (ICFG):
 Igrejas Quadrangulares entendem o casamento como uma aliança bíblica entre um homem e uma mulher, portanto pastores Quadrangulares são autorizados a celebrar casamentos somente entre um homem e uma mulher.
Esta referência é ao estatuto artigo 14.4b (EUA), que fala de responsabilidades pastorais, que diz: “Evangelizar a comunidade, buscando a salvação de almas, edificando a igreja, e fortalecer a vida cristã na igreja ao pregar, ensinar e liderar cultos, e administrar ordenanças, inclusive o casamento entre um homem e uma mulher. "
 Estamos também produzindo materiais para pastores Quadrangulares para lhe ajudar,  melhor equipando sua liderança biblicamente, teologicamente, pastoralmente e juridicamente, para liderar a sua igreja e ministérios no meio de valores culturais que sempre mudam. Uma lista de materiais será enviado logo com considerações jurídicas acerca da decisão do Supremo Tribunal. Pretendemos comunicar contigo acerca deste assuntos o quanto for necessário, e estaremos recebendo também perguntas que você tiver.
 É interessante que Jesus nunca vacilou na suas convicções do Reino de Deus, mas ele também sempre liderou de uma forma que pessoas eram atraídas a ele, mesmo que seus valores discordassem das dEle. Ele se sentiam seguros, podiam ser honestos, e suas vidas eram transformadas pelo poder da presença dEle. Ele conseguia se relacionar com as pessoas de tal forma que as pessoas queriam abraçar e caminhar na verdade que Ele ensinava e exemplificava - isto é transformação do Reino de Deus!
 Lhes escrevo pessoalmente hoje, não como uma pessoa sem pecado, mas como um pecador salvo pela graça. Minha oração pela Igreja Quadrangular é que sempre andemos em humildade, tenhamos coragem em nossas convicções, sejamos luz nas trevas, um lugar de cura para os machucados, um estandarte da verdade, uma comunidade de compaixão para pessoas não amadas, e que responderemos com alegria ao chamado de ivvermos de uma forma que abra a porta de salvação para todos.  Por favor se una a mim nesta oração, e que o Deus imutável dos fundadores desta nação guiará nosso país nestes dias incertos.
Buscando a presença dEle,

Glenn C. Burris Jr.
Presidente, Igreja Quadrangular
O livro de Tiago diz:"meus irmãos,tende por motivo de toda provação da vossa fé,uma vez confirmada,produz perseverança" . É um versículo fantástico porque nos ensina  a olhar para nossas provações como um desafio para  perseverarmos em nossa fé. Mas fé em que? Fé que somente quando morremos finalmente seremos libertos desta vida de sofrimento ? O que o Espírito Santo diz a Tiago é muito mais positivo e edificante do que parece! A fé que D'us espera que usemos é a fé que luta contra o mal que esta sempre tentando destruir nossas vidas. É a fé que nosso D'us é poderoso, amoroso e bom; ELE é o mesmo D'us que curou cego e surdo, ressuscitou os mortos  e expulsou demônios.Considerar as provocações motivo de toda alegria é ato de provocação e ousadia contra o diabo e não somente uma aceitação passiva dos problemas. é preciso ter muita fé para olhar a destruição causada pelo diabo em nossas vidas e sorrir, sabendo que nosso D'us vencerá no final pela nossa fé. Raramente, as respostas as nossas orações são imediatas, mas uma vez que perseveramos na fé e na alegria, o mal que vem contra nós tem que cair.Em nome de Jesus!