Pão Diário

Ame ao seu próximo como a si mesmo!
A parábola do bom samaritano: Lucas 10:25 
"Um mestre da Lei se levantou e, querendo encontrar alguma prova contra Jesus, perguntou: 
Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna? Jesus respondeu: O que é que as Escrituras Sagradas dizem a respeito disso? E como é que você entende o que elas dizem? 
O homem respondeu: Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente E ame o seu próximo como você ama a você mesmo? 
A sua resposta está certa! disse Jesus Faça isso e você viverá! Porém o mestre da Lei, querendo se desculpar, perguntou: Mas quem é o meu próximo? 
Jesus respondeu assim: 
Um homem estava descendo de Jerusalém para Jericó No caminho alguns ladrões o assaltaram, tiraram a sua roupa, bateram nele e o deixaram quase morto. Acontece que um sacerdote estava descendo por aquele mesmo caminho Quando viu o homem, tratou de passar pelo outro lado da estrada Também um levita passou por ali Olhou e também foi embora pelo outro lado da estrada. Mas um samaritano que estava viajando por aquele caminho chegou até ali. Quando viu o homem, ficou com muita pena dele Então chegou perto dele, limpou os seus ferimentos com azeite e vinho e em seguida os enfaixou. Depois disso, o samaritano colocou-o no seu próprio animal e o levou para uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, entregou duas moedas de prata ao dono da pensão, dizendo: Tome conta dele Quando eu passar por aqui na volta, pagarei o que você gastar a mais com ele. 
Então Jesus perguntou ao mestre da Lei: 
Na sua opinião, qual desses três foi o próximo do homem assaltado? 
Aquele que o socorreu! respondeu o mestre da Lei E Jesus disse: Pois vá e faça a mesma coisa" 
Existem três pontos nessa ilustração que são a chave do entendimento da mesma, que são: 
1 A pergunta do mestre da lei: "Quem é o meu próximo?" 
2 A pergunta do Senhor Jesus: "Qual dos três foi o próximo do homem assaltado?" 
3 A resposta do mestre da Lei: "Aquele que o socorreu" 
Da mesma forma, quando servimos alguém nós nos tornamos o próximo dessa pessoa. Dessa maneira, qual a dificuldade que alguém terá para amar o seu próximo? 
Qual a dificuldade que você teria em amar alguém quem te ajudou, que se importou com você? 
Viu como é fácil obedecer aos mandamentos de Deus? 
Olhando as coisas por essa ótica torne-se amável, torne-se o próximo de alguém e ajude-o a cumprir o mandamento de Deus. Veja como essa palavra dá um golpe mortal na ingratidão. Considerando que nosso Senhor nos manda amar até mesmo os inimigos, como então se torna forte o mandamento para amar os amigos, aqueles que nos socorrem, tais como o pai, a mãe, o patrão, o pastor, o professor, o policial, o lixeiro, o rapaz da companhia de água, de luz, de telefone, o repórter que se dispõe a me dar notícias, enfim, todos aqueles que de alguma forma nos servem e fazem com que nós sejamos quem somos. 
Contudo, não fique esperando que alguém ame você. Torne-se amável e ame, ame ao seu próximo como a ti mesmo.
Humildade é o nosso dever
Romanos 12:16,
“Sede unânimes entre vós;” – não é o ecumenismo que está sendo ensinado neste versículo. O que está sendo ensinado é aquela atitude demonstrada por Jesus e os demais santos bíblicos. Jesus mesmo disse: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mateus 7:12). A mesma verdade aprendemos com Tiago quando disse: “Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis” (Tiago 2:8). Perante os olhos de Deus todos somos igualmente pecadores, e todos precisam se arrepender de seus pecados crendo pela fé em Cristo.
Em vista disso a Bíblia diz: “…não ambicioneis coisas altas…” Romanos 12:7. Ainda em Gálatas 6:2 Paulo diz: “Levai as cargas uns dos outros …” Em Tiago 1:27 podemos ler: “Visitar os órfãos e as viúvas na suas tribulações …”. Aprendemos então que não devemos ter pretensões superiores sobre os nossos semelhantes.
Podemos notar registrado em Mateus as preciosas lições de humildade ensinadas por Jesus aos seus discípulos: “Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mateus 20:25-28).
“…mas acomodai-vos às humildes…” (Romanos 12:16). Também devemos gostar da companhia dos pobres e dos que são despojados de quaisquer qualificações, Tiago 2:1-5. Em Provérbios. 3:7 podemos observar o sábio conselho de Salomão: “Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal”.
Humildade É A Obra de Deus
Em II Cor. 7:6 diz: “Mas Deus, que consola os abatidos…” Os cristãos que têm tribulações, pobreza e sentimentos de fraqueza, sem dúvida alguma usufrui da companhia do poderoso Consolador, o próprio Deus.
O sábio tem a sua sabedoria para lhe consolar. O forte tem a sua força para lhe consolar. O rico tem a sua riqueza para lhe consolar. Porém, os fracos podem conhecer a beneficência, juízo e justiça do próprio Deus. Este é o consolo que o abatido pode gloriar-se (Jer. 9:23,24). Porém, não se glorie de sua pobreza, mas em Deus. A pobreza pode ser um fator convincente da sua necessidade de Deus, mas a glória deve ser dada a Deus.
Em Tiago 4:6 e em I Pedro 5:5 lemos: “Deus dá graça aoshumildes” . Deus ampara os desamparados e os humildes.Os que se julgam auto-suficiente, não precisam de amparo. Deus dá ajuda em tempo oportuno aos humildes. Os que se julgam poderosos, não precisam de graça. A graça de Deus sempre está ao lado dos espiritualmente fracos e necessitados. Veja o que Jesus disse a respeito disso em Marcos 2:17 e também em Lucas 5:32 Aos que se julgam perfeitos não precisam de misericórdia. Jesus Cristo está pronto para salvar todos aqueles que estão conscientes de sua falência espiritual. Veja esta grande verdade em Hebreus 4:15,16. Quando o pecador chega a conclusão da sua precária condição espiritual diante de Deus, então só resta chegar ao trono da graça para obter a misericórdia divina. Reconhecer a sua necessidade espiritual é dadiva de Deus.
É aconselhável que os humildes conheçam a importância desta ajuda: não há virtude na qualidade de ser pobre e fraco. Essas condições porém revelam a necessidade da ajuda divina. Certamente que a ajuda divina vem quando o pecador em qualquer circunstância chega ao trono da graça. Diante do trono da graça os humildes e miseráveis, espiritualmente falando, devem lançar sobre Ele as suas ansiedades (I Pedro 5:7-9); aproveitar dos sábios conselhos da Palavra de Deus (Sal. 19:9-11); ser mais obediente à Palavra do Senhor com determinação e fé (Fil. 4:6-9). Essa é a ajuda que todos recebem de Deus quando O procuram.
Nosso relacionamento com Cristo é uma questão de vida ou morte. O homem que conhece a Bíblia sabe que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores e que os homens são salvos apenas por Ele, sem qualquer influência por parte de quaisquer obras praticadas.
"O que devo fazer para ser salvo?", devemos aprender a resposta correta. Falhar neste ponto não envolve apenas arriscar nossas almas, mas garantir a saída eterna da face de Deus.
Os cristãos "evangelicais" fornecem três respostas a esta pergunta ansiosa: "Creia no Senhor Jesus Cristo", "Receba Cristo como seu Salvador pessoal" e "Aceite Cristo". Duas delas são extraídas quase literalmente das Escrituras (At 16:31; João 1:12), enquanto a terceira é uma espécie de paráfrase, resumindo as outras duas. Não se trata então de três, mas de uma só.
Por sermos espiritualmente preguiçosos, tendemos a gravitar na direção mais fácil a fim de esclarecer nossas questões religiosas, tanto para nós mesmos como para outros; assim sendo, a fórmula "Aceite Cristo" tornou-se uma panacéia de aplicação universal, e acredito que tem sido fatal para muitos. Embora um penitente ocasional responsável possa encontrar nela toda a instrução que precisa para ter um contato vivo com Cristo, temo que muitos façam uso dela como um atalho para a Terra Prometida, apenas para descobrir que ela os levou em vez disso a "uma terra de escuridão, tão negra quanto as próprias trevas; e da sombra da morte, sem qualquer ordem, e onde a luz é como a treva".
A dificuldade está em que a atitude "Aceite Cristo" está provavelmente errada. Ela mostra Cristo suplicando a nós, em lugar de nós a Ele. Ela faz com que Ele fique de pé, com o chapéu na mão, aguardando o nosso veredicto a respeito dEle, em vez de nos ajoelharmos com os corações contritos esperando que Ele nos julgue. Ela pode até permitir que aceitemos Cristo mediante um impulso mental ou emocional, sem qualquer dor, sem prejuízo de nosso ego e nenhuma inconveniência ao nosso estilo de vida normal.
Para esta maneira ineficaz de tratar de um assunto vital, podemos imaginar alguns paralelos; como se, por exemplo, Israel tivesse "aceito" no Egito o sangue da Páscoa, mas continuasse vivendo em cativeiro, ou o filho pródigo "aceitasse" o perdão do pai e continuasse entre os porcos no país distante. Não fica claro que se aceitar Cristo deve significar algo? É preciso que haja uma ação moral em harmonia com essa atitude!
Ao permitir que a expressão "Aceite Cristo" represente um esforço sincero para dizer em poucas palavras o que não poderia ser dito tão bem de outra forma, vejamos então o que queremos ou devemos indicar ao fazer uso dessa frase.
"Aceitar Cristo" é dar ensejo a uma ligeira ligação com a Pessoa de nosso Senhor Jesus, absolutamente única na experiência humana. Essa ligação é intelectual, volitiva e emocional. O crente acha-se intelectualmente convencido de que Jesus é tanto Senhor como Cristo; ele decidiu segui-lo a qualquer custo e seu coração logo está gozando da singular doçura de Sua companhia.
Esta ligação é total, no sentido de que aceita alegremente Cristo por tudo que Ele é.
Não existe qualquer divisão covarde de posições, reconhecendo-o como Salvador hoje, e aguardando até amanhã para decidir quanto à Sua soberania.
O verdadeiro crente confessa Cristo como o seu Tudo em todos sem reservas. Ele inclui tudo de si mesmo, sem que qualquer parte de seu ser fique insensível diante da transação revolucionária.
Além disso, sua ligação com Cristo é toda-exclusiva. O Senhor torna-se para ele a atração única e exclusiva para sempre, e não apenas um entre vários interesses rivais. Ele segue a órbita de Cristo como a Terra a do Sol, mantido em servidão pelo magnetismo do Seu afeto, extraindo dEle toda a sua vida, luz e calor. Nesta feliz condição são-lhe concedidos novos interesses, mas todos eles determinados pela sua relação com o Senhor.
O fato de aceitarmos Cristo desta maneira todo-inclusiva e todo-exclusiva é um imperativo divino. A fé salta para Deus neste ponto mediante a Pessoa e a obra de Cristo, mas jamais separa a obra da Pessoa. Ele crê no Senhor Jesus Cristo, o Cristo abrangente, sem modificação ou reserva, e recebe e goza assim tudo o que Ele fez na Sua obra de redenção, tudo o que está fazendo agora no céu a favor dos seus, e tudo o que opera neles e através deles.
Aceitar Cristo é conhecer o significado das palavras: "pois, segundo ele é, nós somos neste mundo" (1 João 4:17). Nós aceitamos os amigos dEle como nossos, Seus inimigos como inimigos nossos, Sua cruz como a nossa cruz, Sua vida como a nossa vida e Seu futuro como o nosso.
Se é isto que queremos dizer quando aconselhamos alguém a aceitar a Cristo, será melhor explicar isso a ele, pois é possível que se envolva em profundas dificuldades espirituais caso não explanarmos o assunto.

Autor: A. W. Tozer

Salmo !

A felicidade dos justos e o castigo dos ímpios

1  BEM-AVENTURADO o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
2  Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
3  Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.
4  Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
5  Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
6  Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.
Um dia, por algum motivo, que uns chamam de coincidência do destino, mas prefiro chamar de providência divina, Deus une um casal. Chama um homem e uma mulher para constituírem uma família. E Ele, na sua imensa sabedoria diz assim: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2:24). Ambos, até então, viviam para o seu próprio umbigo. Mas agora, nessa nova empreitada, vivem um para satisfazer o outro. No começo, tudo são flores, gozo e alegria. Mas com o passar dos dias, meses e anos, aquilo que era engraçado ou bonitinho começa a incomodar. Mas, por quê? Será que a escolha do cônjuge foi feita de forma errada? Será que Deus não escolheu a pessoa certa? Será? Será? Será?
O homem foi chamado para amar a sua esposa: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5:25). Deus não disse para o homem entender a mulher, nem para fazer o que ela manda. Deus mandou ao homem que amasse a esposa como Cristo amou a Igreja. Ele mandou ao homem exercer primeiro na sua casa e com sua esposa o amor ao próximo, mesmo que existam brigas e desavenças, mesmo em meio às diferenças e dificuldades. Você marido tem amado a sua esposa da forma como Deus mandou que você amasse? Ele simplesmente mandou que você amasse. Se você planta amor, você vai colher amor!
E o que cabe à esposa? A Palavra de Deus diz que: “Toda mulher sábia edifica [levantar (uma construção) a partir do solo, segundo um plano estabelecido e por meio da superposição e combinação de materiais apropriados] a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos” (Pv 14:1). As mulheres sabem que, com jeitinho, conseguem tudo de seus maridos. E, é por isso, que Deus disse em sua Palavra que se ela for sábia, ela edificará a sua casa. Perceba, mulher, quão grande é a sua responsabilidade! Mas se você for tola e rixosa, a ruína será o futuro do seu lar, tão sonhado e desejado por você. E você mulher, tem pedido a Deus sabedoria para edificar o seu casamento? Você tem sido sábia ou tola? Você tem construído a sua casa, levantado tijolo após tijolo, ou você, por qualquer motivo, derruba uma parede, desfaz o alicerce ou até condena a sua construção? Deus te chamou para ser sábia. Você tem plantado com sabedoria?
A Palavra também nos diz que: “O marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo Ele próprio o Salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos” (Ef 5:23). De acordo com esse texto, Cristo precisa fazer parte da união que consolida o casamento. Ele é a cabeça que guia toda Igreja. Ele é a primeira pessoa dos nossos casamentos, ou deveria ser. Ele tem sido a primeira pessoa do seu casamento? É a Ele que você recorre quando vê que as tempestades da vida estão levando o seu casamento à deriva? É com Ele que você firmou o primeiro compromisso na vida de casado, de amar e respeitar seu cônjuge todos os dias em que você viver? Se foi com Ele que você firmou este primeiro compromisso, e em segundo lugar com seu cônjuge, você está no caminho certo.
Então, quer dizer que se eu for sábia, se meu marido me amar e se Jesus for a primeira pessoa do nosso casamento, será tudo perfeito? É claro que não. Existe mais uma questão: o príncipe deste mundo veio para “senão a roubar, a matar, e a destruir” (Jo 10:10). Você tem dado brechas para o Inimigo? Você tem lido a Palavra de Deus com o seu cônjuge? Vocês têm orado juntos? Você abençoa o seu lar com palavras de bênção? Vocês vão cultuar a Deus juntos na Igreja? Vocês tem levado Jesus para dentro do seu lar? Vocês têm sido exemplos para os seus filhos de um casamento bem sucedido? Vocês tem exercido o amor ao próximo dentro da sua casa, um com o outro? Vocês são cristãos dentro de casa? Vocês realmente são convertidos?
O primeiro lugar para exercemos o nosso cristianismo e o nosso chamado é dentro das nossas casas, o lugar mais difícil de ser cristão. Mas é lá que o inimigo vai tentar fazer sucumbir todos os projetos, sonhos e tudo que os anos de casamento bem sucedidos levantaram. É na nossa casa que ele vai querer implantar a discórdia, a desavença, o desinteresse um pelo outro, a falta de amor e carinho, a indisponibilidade em ajudar, a frieza no casamento e, por fim, separação do casal.
Viva o amor com o seu cônjuge como o amor ensinado por Paulo em I Co 13. Seja você marido, o pastor da sua esposa. Seja você esposa, a conselheira do seu marido. Busquem do Senhor o sustento para o seu casamento. Firmem a sua casa na Rocha que é Jesus Cristo. Seja um cristão de verdade, genuíno, dentro da sua casa. Comece lá a exercer o amor ao próximo. Cumpra primeiro lá o que Deus te ensina em toda a Sua Palavra. Ore com seu cônjuge. Ore pelo seu cônjuge. Andem em concordância. Sejam amigos e cúmplices para o bem, na direção da Palavra de Deus. Homem e mulher vivam a plenitude do casamento que Deus quer para vocês.
Daniela Louback Porto
Pregadores do Telhado
Os Verdugos da Alma
Perdão, escrita em Mateus 18:21-35, mas que pode ser analisada mais profundamente os versículos 27 a 35. Leia:Então o Senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas. Aqui, aprendemos que há um exemplo a ser seguido. Assim como Deus nos perdoa por infinitas vezes, devemos ter o mesmo amor pelos outros. Deus espera de nós atitudes imitadoras do que Jesus ensinou. Reproduzir o que o Espírito de Deus nos fala é essencial para vivermos plenamente a vontade do Pai. Quando Pedro questiona a Jesus sobre a quantidade de perdões liberados, ele tomou como base o praticado pelos escribas e fariseus, sendo 3 o número. Entendendo que a justiça dos fiéis deveria ser maior, julgou um número acima: 7. Mas a resposta de Jesus supera qualquer expectativa: 70 vezes 7. É um número simbólico, não devendo ser levado literalmente, pois assim como o Pai exerce infinitas misericórdias, devemos nos assemelhar a Ele em Sua bondade. E rejeitando esse ensinamento, levamos sobre nós as consequências desse pecado, pois peca contra Deus, contra a pessoa em questão (o seu próximo) e contra si mesmo, não reconhecendo que a mesma misericórdia presente em sua vida deve ser passada e praticada. A ausência de perdão pode atrair verdugos (atormentadores), sejam eles: Emocionais: amargura, desconfiança, retração emocional, irritabilidade, etc. Físicos: enfermidades (temos até o exemplo do salmista que sentia seus ossos envelhecerem, havendo gemidos e sem vigor por causa do pecado). Espirituais: a sua relação com Deus é impedida. Deus não aceita a sua oferta se houver indiferenças não resolvidas com seus irmãos em Cristo (Mateus 5:23-24), por exemplo. Resumindo, devemos sempre focar no Alvo que é Jesus Cristo! Se assemelhar a Ele, à sua conduta e seguir com ânimo e amor as Palavras de Vida Eterna!

Mensagem do Pr. Juanribe Pagliarin
APRESENTANDO ASAS DE SOCORRO

VERDADEIROS HERDEIROS DO SONHO DE SANTOS DUMONT

Pouco divulgado, o trabalho de missionários que usam aviões para levar saúde e Salvação à povos, que de outra maneira jamais seriam alcançados, faz com que cenas que dificilmente apagaríamos da mente - como as do 11 de setembro de 2002, ou da guerra do Iraque - sejam substituídas. Como é lindo ver o moderno avião Caravan Anfíbio estacionado em frente a uma humilde comunidade ribeirinha, enquanto médicos, dentistas, enfermeiros, voluntários e missionários atendem o povo, compartilhando também a Palavra de Deus.
Esta é a diferença, em vez de armas, alimentos e saúde; em vez de soldados, gente comprometida com Deus e com o próximo. Até onde sabemos, este era o sonho de Santos Dumont, ver seu invento usado em favor da paz e para o bem da humanidade. Há mais de 47 anos esta tem sido a missão de Asas de Socorro no Brasil e de outras organizações similares em outras partes do mundo.
Como Missão Evangélica, fundada no Brasil por uma Organização Missionária e Humanitária Internacional, chamada Mission Aviation Fellowship, dos Estados Unidos (E.U.A), tem como principal atividade dar apoio logístico, através da aviação e outros recursos tecnológicos, à programas de evangelização e/ou assistência social desenvolvidos em áreas remotas e de difícil acesso.
Seu corpo de colaboradores é formado por cristãos, que motivados pelo desejo de servir ao próximo, colocam a disposição do Senhor, suas vidas e profissões nas áreas de: aviação (pilotos e mecânicos), saúde, administração e apoio.
Possui uma estrutura de nível nacional, com Sede em Anápolis - GO e bases em outros estados da região norte, operando 10 aeronaves e uma rede de rádio - comunicação. Seu efetivo de 40 missionários e 20 funcionários, mobiliza anualmente centenas de profissionais de saúde em atendimento à mais de 17.500 pessoas nas regiões mais remotas do país. A maioria de suas atividades são desenvolvidas em parcerias com outras organizações religiosas e filantrópicas e/ou com órgãos do governo como: Prefeituras, Secretarias de Saúde, Fundação Nacional de Saúde (FNS), FUNAI e IBAMA.

Reconhecida como a 188º maior entidade beneficente do Brasil, no ano de 2001, Asas de Socorro se alegra em saber, que através dos aviões e dos dons que Deus presenteou a cada integrante, colabora para a busca e restauração da dignidade de muitos povos indígenas, ribeirinhos e sertanejos, que vivem isolados e destituídos do direito à cidadania.
Muitos líderes não entenderam o significado da encarnação e do sofrimento de Jesus. 
Pastores, evangelistas e líderes estão hoje na alça de mira da sociedade em geral e na comunidade da fé, seja em igrejas históricas reformadas, pentecostais ou neo pentecostais. Há muita crítica, muito escândalo, muito desgaste e muita falta de credibilidade – e tudo prejudica aqueles que estão à frente de comunidades cristãs ou instituições eclesiásticas. Temos visto algo triste, contundente e recorrente: a figura equivocada do pastor ou líder que exerce uma representatividade espiritual esvaziada e uma ação pastoral desvirtuada e desfocada, que machucaram e decepcionaram muitos. Esta é uma das razões do crescimento dos chamados desigrejados e do esvaziamento de suas comunidades. 
São pastores que, provavelmente, se perderam do caminho que deveriam trilhar em relação à vocação e ação pastoral. Deixaram de lado a nobre tarefa de cuidar e servir ao Senhor e seu rebanho com amor, paixão, dedicação e perseverança. São líderes que perderam o senso de sua vocação, da missão da Igreja e do discipulado; ou então, dirigentes eclesiásticos que foram impostos na comunidade da fé sem uma avaliação criteriosa de suas qualificações bíblicas para o exercício responsável da vocação. Por isso, é cada vez mais raro encontrar os que têm inegável vocação e dons reconhecidos para o trabalho pastoral. 
Muitos começam suas igrejas ou estruturas religiosas e logo se tornam proprietários do que fundaram, delegando funções de acordo com seus interesses e indicando seus auxiliares e futuros líderes na condução dos ajuntamentos. Para esses, a comunidade da fé e a igreja local são simplesmente público consumidor dos produtos oferecidos em nome da fé. Essa tragédia ganha contornos maiores quando se vê aqueles que vivem das benesses e recursos oriundos do ministério, explorando pessoas simples – os mesmos que aspiram obter vantagens político-partidárias em nome da chamada “representatividade evangélica”. A maioria dos que estão nas casas legislativas em nome dos evangélicos não têm noção de cidadania, não fazem política para o bem comum, não buscam a justiça, não pautam suas ações com responsabilidade civil pessoal e comunitária. Eles confundem o poder de Deus com o poder humano, corrompem-se em meio à degeneração geral e buscam o enriquecimento, negando-se a um testemunho corajoso pela verdade e transparência. 
São pastores e líderes que não vivem ou anunciam o Evangelho da graça de Deus em toda a sua extensão, o Evangelho que repercute em todas as áreas da vida, trazendo salvação pessoal e transformação comunitária. Um Evangelho que, através da pregação, da educação na fé e do cuidado pastoral, inevitavelmente teria repercussões práticas e proféticas perante o mundo. Infelizmente muitos destes líderes não entenderam a encarnação de Jesus, não perceberam o significado de seus sofrimentos e das dores que ele viveu por amor aos homens. Eles não parecem levar a sério a própria humanidade, ignorando a inclinação que têm de fazer aquilo que não agrada a Deus. Parecem desprovidos de amor ou temor ao Senhor, esquecendo-se de que certamente prestarão contas a ele um dia. Muitos parecem nem mesmo conhecê-lo através de uma experiência pessoal de arrependimento e consciência de pecado, justiça e juízo. 
Sem dúvida, é necessária a busca da recuperação da credibilidade da função pastoral e da recuperação das possibilidades da vocação. Uma ação que encoraje e estimule os discípulos do Senhor a manter sua integridade e compromisso responsável, trazendo esperança e ânimo a outros que os têm como referenciais a perseverarem na fé, na experiência comunitária e numa vida de serviço abnegado a Deus e ao próximo. 
Essa credibilidade será igualmente recuperada através de um testemunho coerente, verdadeiro, radical e perseverante em meio às limitações da humanidade de cada um; credibilidade que é conseqüência de quem não despreza o conhecimento e intimidade com o Pai no cultivo das disciplinas espirituais. Credibilidade que é conseguida numa vida de simplicidade e prática das bem-aventuranças recomendadas e ensinadas por Jesus. Credibilidade que é fruto de dependência da graça de Deus e da multidão de conselhos e amigos sinceros, que amam também ao Senhor. 
Felizmente, temos ainda bons referenciais de fé e ação pastoral espalhados pelo nosso amado Brasil. Portanto, que nossas orações sejam no sentido de que mais pastores e líderes sejam coerentes com o Evangelho e que, nas mais diversas realidades, seu bom testemunho traga muitos frutos para o Rei e para o Reino. A vocês que não se encaixam nestas barbarias, nem fazem parte deste rol.

QUAL É A VERDADE?

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."
João 8:32
A Santidade de Deus
"Porque eu sou o Senhor vosso Deus; portanto vós vos santificareis, e sereis santos..." Levítico 11:44
"... porquanto Deus é santo..." Josué 24:19
"Porquanto está escrito: sede santos, porque eu sou santo." I Pedro 1:16
"Então disseram os homens de Bete-Semes: Quem poderia subsistir perante este santo Senhor Deus ..." I Samuel 6:20
Conclusão: Deus, na Sua Santidade, é absolutamente separado de maldade moral e de pecado.
A Rebelião do Homem
"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente."
"E tomou Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden .."
... E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.
E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente: mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás, porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
"E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar o entendimento; tomou o seu fruto, e comeu, e deu também ao seu marido, e ele comeu com ela."
... O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden ...
"Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos que vivem em Filipos, graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo" (Fp 1: 1, 2)
Dirijo-me a todos os evangélicos leitores deste site, desejoso de que a saudação contida no texto acima encontre guarida nos seus corações. No entanto, é necessário que reflitamos no referido texto, crendo que nosso Senhor Jesus Cristo nos dará compreensão e a experiência da graça e da paz! 
Ora, Paulo, o real autor da carta aos filipenses, no momento que a escreveu estava preso e acorrentado a soldados especiais, que eram os da guarda pretoriana! Mas, apesar disso, vemo-lo cheio de contentamento, a ponto de desejar aos seus irmãos, que estavam livres ou fora da cadeia, o que ele e Timóteo experimentavam abundantemente - "graça e paz"! Ora, qual é o segredo de tal experiência?
1. Paulo e Timóteo eram conscientes do privilégio que é ser escravo de Cristo Jesus. Vejo isso pelo fato de eles terem se apresentado como "servos de Cristo Jesus". Ora, isso é da máxima importância, uma vez que eles dois se rendiam, não a homem algum, mas à vontade dAquele que, dos céus, domina sobre tudo (cf. Fp 2). Por essa razão, Paulo não considerava a sua prisão como proveniente de César, o imperador, pois disse: "as minhas cadeias em Cristo" (Fp 1:). Também, Paulo pode dizer que seu viver era Cristo (Fp 1: 21); sua fortaleza era Cristo (Fp 4: 13); sua alegria estava em Cristo (Fp 4: 10); e, seu morrer era lucro, por ser Cristo seu tudo! Oh! Que grande privilégio é servir a Cristo Jesus! E nisso está a abundante graça!
2. Como "servos de Cristo Jesus", quer presos quer soltos, Paulo e Timóteo alegremente serviam aos que seu Senhor conquistou para Si, a saber, "todos os santos em Cristo Jesus". Muito se poderia escrever sobre isso, mas uma das maiores provas da amorosa disposição de Paulo para servir a seus irmãos pode ser vista quando ele se encontrou num santo dilema. Ei-lo: Depois de ter afirmado: "Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro", e mais: "estar com Cristo [...] é incomparavelmente melhor", Paulo declarou cheio de amor: "Mas, por vossa causa. É mais necessário permanecer na carne. E, convencido disto, estou certo que ficarei e permanecerei com todos vós, para o vosso progresso e gozo da fé" (Fp 1: 21-26). Em outras palavras, mesmo esmagado pelos dois desejos, preferiu servir aos irmãos, deixando de querer o que seria incomparavelmente melhor, para ele. Afinal, seu amor por Cristo o levava a servir "os santos em Cristo Jesus", para que, disse ele: "aumente, quanto a mim, o motivo de vos gloriardes em Cristo Jesus, pela minha presença, de novo, convosco" (v. 26). E quanto a Timóteo, o que pode ser dito? Basta que tomemos as doces palavras de Paulo acerca de Timóteo, e isso será o bastante para demonstrar quanto ele servia a Cristo servindo os santos em Cristo Jesus: "Porque a ninguém tenho de igual sentimento que, sinceramente, cuide dos vossos interesses; pois todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus. E conheceis o seu caráter provado, pois serviu ao evangelho, junto comigo, como filho ao pai. Este, com efeito, é quem espero enviar, tão logo tenha eu visto a minha situação" (Fp 2: 20-23).
Oh! Quanta "graça" havia nesses dois servos de Cristo Jesus! E quanto eles, na medida em que serviam os santos em Cristo Jesus, gozavam "paz"!
3. Paulo e Timóteo criam ser também "santos em Cristo Jesus". Antes de ser  servos de Cristo Jesus, eles foram "chamados para [ser] santos" no sentido de "separados para dedicação ou devoção a Deus"; mas, sobretudo, foram feitos santos no maravilhoso aspecto da sua nova natureza. Daí, o uso que Paulo fez da expressão "em Cristo Jesus", para definir e qualificar o vocábulo "santos". Neles, pois, habitava o Espírito Santo, o regenerador e santificador do povo de Deus. O Espírito que fora enviado em nome do Pai e do Filho, a fim de glorificar o Filho. Por isso, Paulo e Timóteo criam que, sendo Jesus "santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus" (Hb 7: 26), e que tendo "oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados [...] aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados" (Hb 10: 12, 14). Por esta razão, Paulo e Timóteo, sendo "santos em Cristo Jesus", procuravam "ser achados em Cristo Jesus" para mais e mais "alcançar" o alvo para o qual foram conquistados por Cristo Jesus, a saber, a perfeição em Cristo Jesus. Em outras palavras, eles se esforçavam para experimentar o que disse o apóstolo Pedro: "antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (2Pe3: 18).
Espero que tenham percebido como "exagerei" no uso da expressão "Cristo Jesus". Por que o fiz? Porque devemos estar certos de que nossa maior necessidade é ter a Cristo Jesus como nosso tudo! E se quisermos ver esta atitude em Paulo, basta que observemos que ele usou o Nome do Senhor Jesus, nos dois versículos do nosso texto, três vezes!


Assim, caro leitor, se você já crê no glorioso evangelho de Deus, com respeito ao Seu Filho, Jesus Cristo, lembre duas coisas: Primeiro, a graça do Senhor Jesus lhe foi abundante, pelo que você nasceu de novo, tendo sido feito um dos "santos em Cristo Jesus". Segundo, lembre que é vital que a graça do Senhor Jesus continue operando para que os "santos em Cristo Jesus" vivam a vida cristã de modo a glorificar a Deus em Cristo Jesus. E é somente pela operação da graça de Deus em Cristo Jesus, que é Seu favor beneficiando os santos em Cristo Jesus, que eles servirão a Cristo Jesus, servirão aos demais no Senhor Jesus. E assim, "a Paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus"!